Proclamação da República (feriado nacional)

A Proclamação da República (15/11/1889) – obra de Benedito Calixto

Entre 21 de abril de 1500 e 07 de setembro de 1822 o Brasil era praticamente só um apêndice de Portugal, sem nenhuma autonomia real. / Between April 21st 1500 and September 7th 1822 Brazil was basically only an appendix of Portugal, without any real autonomy.

Mesmo que em 7 de setembro de 1822 tenha sido declarada a independência das terras brasileiras (e seu reconhecimento internacional muitas vezes comprado com dinheiro!) continuávamos sob o antigo sistema monárquico (monarquia constitucional parlamentarista). / Even if in September 7th 1822 the independence of the Brazilian lands was declared (and its international recognition brought many times with money!) we were still under the old monarchic system (parlamentarist constitutional monarchy).

No dia 15 de novembro de 1889 tivemos nosso primeiro presidente, o marechal Deodoro da Fonseca (o primeiro golpe de estado militar em terras tupiniquins!). / On November 15th 1889 we had our first president, the field marshal Deodoro da Fonseca (the first military coup d’état in “tupiniquim” lands!)

 

Mais sobre a história do Brasil:/ More about Brazilian history:

(Pt) http://www.slideshare.net/JooVictorSousa/brasil-1808-1822

(Pt) http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/proclamacao-da-republica/

(En) http://faculty.fullerton.edu/nfitch/history110b/brarep.html

(En) http://countrystudies.us/brazil/15.htm

3 thoughts on “Proclamação da República (feriado nacional)

  1. A proclamação da República do Brasil em 15 de novembro de 1889 pode ser descrita como o resultado de um processo cujos fatores determinantes foram a desmoralização da política do Imperador D. Pedro II e o fortalecimento do ideário republicano, positivista e maçônico entre os militares brasileiros a partir da Guerra do Paraguai. Aproveitando-se da fragilidade econômica e do descontentamento das elites regionais ao final do reinado de D.Pedro II, o grupo de militares ligados à Escola Militar (atual Instituto Militar de Engenharia) ao final do século XIX realiza um “levante” militar que impõe a República no país.
    Este episódio tem sido tratado por historiadores deste período da História do Brasil como um evento que revela as raízes do autoritarismo do Estado Republicano em nosso país. Historiadores divergem sobre a participação popular mais ampla neste movimento que teve, sobretudo, o suporte fundamental do Exército Brasileiro para o seu sucesso político. A participação popular tem sido discutida pelos pesquisadores do período que buscam mostrar evidencias do descontentamento popular. Mas essa não tem sido uma tarefa fácil. O primeiro testemunho a ir de encontro a esse viés de pesquisa vem do jornalista Aristides Lobo, grande nome do republicanismo nacional. A frase de Aristides Lobo no “Diário Popular” sobre aquele 15 de novembro é exemplar: “O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditavam seriamente estar vendo uma parada.”
    Alguns autores como o renomado historiador brasileiro José Murilo de Carvalho tem levantado dúvidas sobre essa apatia popular descrita por Aristides Lobo. Em sua obra, “Os Bestializados”, Murilo de Carvalho tenta mostrar os diversos focos de descontentamento popular na cidade do RJ de fins de Império. Entretanto, essa situação de revolta social não parece ser endereçada à figura do Imperador, o que coloca em questão a crítica do autor. A população carioca à margem das decisões políticas não havia, em nenhum momento, aderido às proposições do novo ideário político.
    Essas questões iniciais sobre o regime republicano no Brasil coloca para nós essa assimetria entre o poder institucional e o interesse popular. A falta de reconhecimento do povo enquanto povo ou da consciência de que cada cidadão tem de si como membro da sociedade civil com direito à decisão sobre o seu próprio destino parece ainda persistir nestes 123 anos de república no Brasil. Embora os avanços na educação e na formação de um número maior de brasileiros conscientes do seu papel político, ainda vemos que o autoritarismo ainda é eficaz para demarcar os limites do poder decisório na política nacional.
    Neste feriado, antes de comemorar essa transição de regimes políticos, devemos pensar se ainda não nos portamos como os “bestializados” descritos por Aristides Lobo, ainda pensando mais em nossos interesses pessoais do que nos interesses coletivos enquanto cidadãos desta sociedade.

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